Svengali 5 Anos
Há exatos cinco anos, eu cliquei no botão “publicar” do sistema KDP da Amazon, trazendo meu primeiro livro ao mundo e dando vida a todos os personagens que me acompanharam nesta incrível jornada.
Tudo o que eu tinha, quando comecei a escrever, era a imagem de um mago vestido em um casaco vermelho tomando uísque no balcão de um bar.
“Estou aqui pela cartomante,” disse o homem de casaco vitoriano cor-de-vinho no último assento do balcão do bar. Ele girava, com o indicador esquerdo, os dois cubos de gelo que ainda boiavam em sua dose dupla de bourbon, já quase no fim.
Quem era esse homem? O que ele estava fazendo lá? Quem era a cartomante? Não tinha, nesse momento, respostas a essas perguntas. Foi uma jornada incrível descobrir esse mundo e conhecê-lo, bem como a outros personagens que contaram sua história para mim.
Parabéns pelo aniversário, Martin, Amalthea, Melbourne e Tolkyn . Esta semana toda será de vocês!
Cartas de um baralho de tarot
“Está enganado quando pensa que eu tenho o Svengali comigo. Na verdade, desde que o baralho foi perdido pelo mundo, ele nunca mais esteve completo, com todas as suas cartas reunidas. Quem sabe o que poderia acontecer se elas fossem reunidas outra vez? Não. Eu tenho uma carta Svengali. Escondida, digamos assim, entre os demais arcanos maiores de um baralho de tarot comum.”
As palavras da cartomante Nadja Romanoff apresentam o baralho Svengali ao leitor, como um conjunto de cartas enigmáticas que detêm, cada uma, certas “peculiaridades”. Mágicas? Amaldiçoadas? Sejam as cartas Svengali o que forem, uma coisa é certa: o segredo por detrás desse elusivo baralho de tarot pode significar a realização de seu desejo mais profundo, ou a aniquilação do mundo como o conhecemos. Tudo depende de quem irá embaralhá-las.
Para comemorar os cinco anos do mistério que ronda o baralho Svengali, estou compartilhando cinco cenas ilustrativas da história. Esta é a primeira.
Martin Ravenni e a Orea Verwijs
“O senhor é um homem perigoso, Sr. Ravenni,” continuou o gerente, enquanto Ravenni lia por alto a reportagem. “Venho reunindo informações a seu respeito desde que a cartomante me alertou que viria ao Monte Carlo. […] Dizem que foi o responsável pelo Grande Incêndio de Vienna. Dizem que o viram produzir com as próprias mãos o fogo que queimou a cidade e que, depois, o senhor desapareceu no ar como uma nuvem de fumaça. Acredita? E há quem diga que os loiros colocaram uma gorda recompensa pela sua cabeça. O que me diz disso?”
[…] “Digo que o tamanho da recompensa é diretamente proporcional à dificuldade de se obtê-la.”
Martin Ravenni é muitas coisas: mago, assassino, homem partido. Sua busca incansável, que o trouxe à cidade de Buch’win, tem um único objetivo: eliminar o Grão-Mestre da ordem Orea Verwijs, e vingar a horrível tragédia pela qual ele foi responsável.
Sendo ele próprio parte da Orea Verwijs, Ravenni possui um poder mágico incrível. Esse poder, porém, cobra um preço alto.
Um que Ravenni não mais está disposto a pagar.
Para comemorar os cinco anos do mistério que ronda o Svengali, estou compartilhando cinco cenas ilustrativas da história. A cena de Ravenni e Amalthea na taverna da Rainha de Copas é a segunda.
A Capitã Melbourne e o Stella Australi
Certo. A Capitã Melbourne era uma ótima pessoa. Liderava seus homens e mulheres pela presença e pelo respeito, não pelo medo. Dava liberdade a todos, quando a liberdade era possível, mas exigia de todos, em contrapartida, a responsabilidade de realizarem suas tarefas. Raramente ficava distribuindo ordens aos quatro cantos, como era comum com outros capitães da Frota Imperial, mas quando Miranda Melbourne dava ordens, suas ordens eram cumpridas. Simples assim.
Para todos os tripulantes da fragata Stella Australi, a Capitã Miranda Melbourne sempre foi um exemplo de força, sabedoria, inspiração e coragem. Mas, nem mesmo ela está livre de seu passado. Pois, o segredo que ela guarda tão bem, até de si mesma, está prestes a vir ao seu encontro.
Para comemorar os cinco anos do mistério que ronda o Svengali, estou compartilhando cinco cenas ilustrativas da história. O feroz duelo entre Melbourne e o Admiral Haugen a bordo do Stella Australi é a terceira.
Um romance improvável, mas inevitável
“Você está acordado?!”
“Se não estiver, então este está sendo o melhor sonho que eu já tive na vida,” disse ele, acomodando melhor sua cabeça nos braços dela.
[…] “Que droga, Christensen! Quer dizer que você estava fingindo? Estava acordado esse tempo todo?”
Tolkyn apoiou-se no chão e sentou-se, ainda esfregando a cabeça. “Faz quanto tempo que eu estou desmaiado?”
“Uns vinte minutos.”
“Os quinze primeiros foram de verdade.”
“Seu cafajeste!”
Ah! Esses dois, viu! A relação entre Amalthea e Tolkyn foi uma montanha-russa desde o início. Ela, a competente e brilhante Navegadora do Stella Australi; ele, o impostor que iria tomar seu lugar. Dois opostos que tinham tudo para se detestar, mas que (estava na cara) ainda teriam muita história para contar. Parece até que estava escrito nas cartas… ♥️♥️♥️
Para comemorar os cinco anos do mistério que ronda o Svengali, estou compartilhando cinco cenas ilustrativas da história. Não poderia deixar de retratar o momento de Amalthea e Tolkyn a bordo do Stella Australi na quarta ilustração.
Emoção, mistério, magia e ação
Ouros, copas, espadas e paus. Quatro naipes do mesmo baralho. […] Tolkyn, Melbourne, Amalthea e Ravenni. Quatro pessoas prestes a descobrir o que aguarda aqueles que resolvem retirar da pedra as recordações que nela estão incrustadas: tristeza, remorso, saudades e dor.
O Svengali conta a história desses quatro personagens, numa narrativa rica em mistério e descobertas, coragem e ação eletrizante, e, mais importante, com muito apelo emocional, com seus momentos tristes, e seus momentos alegres também. Tudo isso em um universo inspirado na temática steampunk, o que já é fascinante por si só.
Estas três imagens, que coloco neste último post em homenagem aos quatro personagens que me acompanharam nesta jornada, tentam ilustrar os três temas recorrentes no livro: mistério, aventura, emoção.
Parabéns, Martin, Amalthea, Melbourne e Tolkyn!













